quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Potiguar tira nota máxima na redação do Enem: 'Não sonhava tão alto'

Aos 19 anos de idade e com o sonho de ser médica, a estudante Luana Natália de Sena Costa tirou nota máxima na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No Brasil, apenas 104 alunos conseguiram esse resultado na redação. “Eu mesma olhei a minha nota, depois de muitas tentativas falhas. Mas a minha mãe estava do meu lado o tempo todo. Esperava por uma nota boa, mas não 1000. Eu não sonhava tão alto assim”, disse Luana.
Almejando ingressar na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Luana Natália manteve uma rotina de estudos bem acelerada. “Eu nunca estudei tanto na vida como em 2015. Eu ia ao curso pela manhã e, ao chegar em casa, eu estudava até a hora de dormir. Era assim quase todos os dias, existiam algumas exceções porque minha mãe pegava no meu pé. Mas durante todo o ano tentei seguir à risca o cronograma de estudo que recebi do Over no início das aulas”.
Luana é aluna do cursinho do Over Colégio e Curso e diz que o incentivo dado pelos professores fez toda a diferença. “O bom do Over e que me auxiliou bastante é que todos os professores estão focados no Enem desde o primeiro dia de aula. Eles não perdem tempo. Então desde o começo tudo feito em sala de aula tinha o propósito de incrementar nossa nota. Como exercícios e documentários. Às vezes algum professor contava uma situação que viveu, tudo para ajudar na fixação do assunto”.
Nas redes sociais o tema da redação do Enem gerou certa polêmica, mas para Luana Natália a escolha não poderia ter sido melhor. “Eu adorei a escolha do tema. Sempre desejei que fosse algo relacionado à mulher, porque sou feminista e vivo discutindo sobre os direitos femininos na internet e fora dela. Acho que essa foi uma das coisas que mais ajudou. A violência contra a mulher é um tema que pra mim sempre foi além da sala de aula. Era algo que eu debatia no meu cotidiano, com amigos e com a família”.
A excelente nota obtida é reflexo dos argumentos utilizados pela estudante. “No dia da redação eu citei a clássica Simone de Beauvoir logo na introdução. Também falei de um livro da Isabel Allende que eu tinha lido recentemente, A Casa dos Espíritos. Usei esse livro como base para argumentar que as raízes machistas não são profundas só no Brasil, mas também nos nossos arredores, na América Latina inteira, devido à colonização europeia. Por isso que a nossa luta por equidade e respeito deve transpor fronteiras pra ser realmente eficaz”.
Fonte: G1
Via: João Moacir.
Postagem de Evandro Lopes.

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