quinta-feira, 17 de março de 2016

MPRN confirma prisão de Gustavo Rosado e do empresário Tácio Garcia.


A Operação Anarriê, que investiga desvios de mais de R$ 2 milhões na realização do Mossoró Cidade Junina de 2013 e 2014, atinge em cheio o núcleo principal do governo Fafá Rosado e também de sua sucessora Cláudia Regina, em Mossoró/RN.
Estão presos, temporariamente, o ex-chefe de gabinete do Governo Fafá e ex-secretário de Cultura do Governo Cláudia, Jerônimo Gustavo de Gois Rosado, que é irmão de Fafá Rosado, o empresário Tácio Sérgio Garcia de Oliveira e sua mulher Maria de Fátima Oliveira Gondim Garcia, além da ex-gerente de Cultura Clézia da Rocha Barreto; Kassia Mayara, Riomar Mendes e José Kleber Ferreira.
Gustavo Rosado, durante o período que Fafá Rosado esteve na Prefeitura de Mossoró, era considerado o prefeito de fato de Mossoró. Já Clézia Barreto era pessoa de confiança da ex-prefeita Claudia Regina e também de Gustavo Rosado.
Os desvios, conforme o Ministério Público Estadual, aconteciam através de superfaturamento na contração de bandas para os shows na Estação das Artes pela empresa licitada pela Prefeitura Municipal para fazer o evento, no caso a Gondim & Garcia, do empresário Tácio Garcia.
A sede da empresária, instalada no Centro Empresarial Caiçara teve os acessos fechados pela Polícia Militar. Técnicos do judiciário e do MP entraram no local por volta das 5h30 e saíram às 9h, com sete malotes de documentos e computadores. O coordenador das Promotorias de Justiça da Comarca de Mossoró, Fábio Weimar Thé, acompanhou pessoalmente as buscas.
Todos mandados expedidos pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Mossoró referentes à Operação Anarriê já foram cumpridos, conforme informação passada pelo Ministério Público Estadual. Os detidos sob força do mandado de prisão temporária serão ouvidos por promotores e seguem para Centros de Detenção Provisória (CDPs).
O MP realizará entrevista às 15h na sede das Promotorias de Justiça da Comarca de Mossoró e transmitida por videoconferência na sede da PGJ, em Natal
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Em junho de 2014, o prefeito já era Francisco José da Silveira Junior, porém toda a estrutura havia sido contratada na gestão anterior de Cláudia Regina. A empresa realizadora do Mossoró Cidade Junina em 2104 foi de novo a Gondim & Garcia.
A exemplo deanos anteriores, a Gondim e Garcia recebia da Prefeitura sempre algo em torno de R$ 4 milhões para fazer o evento. Em comparação a 2015, quando quem contratou a festa foi Francisco José Junior, os valores para fazer o mesmo evento caíram praticamente pela metade.
Prefeito diz que vai afastar envolvidos e está à disposição do MP
Em contato com o MOSSORÓ HOJE, o prefeito Francisco José Junior disse que está tranquilo. Destacou que está à disposição do Ministério Público Estadual para qualquer esclarecimento e que já determinou a instauração de um procedimento para apurar os fatos internamente.
Francisco José Junior disse que não compactua com erros administrativos e ou com qualquer ato de desvios de recursos públicos. “Iremos afastar qualquer um que estiver envolvido e ainda estiver na Prefeitura e vamos colaborar com o que o Ministério Público precisar. Quando fui eleito pelo povo, em 2014, o Cidade Junina já estava em andamento, eu, como gestor, planejei e executei o Cidade Junina de 2015, que foi um sucesso, com menos custos do que anos anteriores e com uma outra empresa vencendo a licitação”, disse.
O promotor de justiça Marcelo Santos disse que logo mais terá uma coletiva de imprensa (15 horas) para explicar os detalhes da operação à sociedade mossoroense.

Fonte: Mossoró Hoje
Postagem de Josimar Lopes

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