terça-feira, 19 de julho de 2016

Vigilante foi morto por delatar alunos de escola depredada no RN, diz MP

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Depredada e saqueada por vândalos desde a quinta-feira (14), a escola Límirio Cardoso, em Parnamirim, foi alvo de um inquérito civil do Ministério Público do Rio Grande do Norte em junho deste ano. De acordo com a ata da audiência, situações graves foram observados dentro da escola e até mesmo o assassinato de um porteiro da escola estaria ligado a delitos cometidos por alunos dentro do ambiente escolar.
De acordo com a ata da audiência, o inquérito foi instaurado para tratar da 'grave situação' da escola Limírio Cardoso. Dentre os motivos apontados pelo MP está a morte de um porteiro da escola, assassinado em janeiro deste ano com seis tiros.
Segundo o que consta na ata, o homicídio está "ligado ao fato de (o porteiro) ter delatado alunos da escola pela prática de roubo". Além do assassinato do porteiro, o carro de um coordenador da escola também teria sido depredado por alunos em maio deste ano.
Da audiência, uma série de 10 medidas emergenciais foi acordada entre o MP e as autoridades da educação. Uma audiência de continuação foi marcada para o dia 28 deste mês, no entanto, a escola foi completamente destruída e incendiada antes da data.
Depredação, saques e incêndio
A escola Limírio Cardoso é alvo de depredações desde a última quinta-feira (14), quando vândalos começaram a depredar a escola. Toda a estrutura física da escola foi danificada até o sábado, quando parte da escola foi incendiada. Livros foram usados para fazer o fogo.
Além da destruição e do incêndio, parte da população aproveitou para roubar a escola. Carteiras, mesas, computadores, armários, pedras de mármore, fios de cobre, forro de PVC, telhas e até o portão da escola foram roubados.
Mudança na direção motivou vandalismo
Segundo o secretário de educação de Parnamirim, José Rildo Martins, a depredação pode ter sido motivada pela saída do antigo diretor da coordenação da escola. Segundo o secretário, o diretor saiu após professores reclamarem que ele teria uma postura muito permissiva com os alunos.
“Fui procurado pelos professores informando que não gostariam mais de trabalhar com o diretor anterior dado a sua forma de trabalho, que segundo os professores era uma forma permissiva, na qual os alunos poderiam fazer o que achassem que deviam”, explicou José Rildo Martins.
Outro lado
De acordo com as pessoas que estavam praticando o vandalismo e não quiseram se identificar, os atos teriam sido motivados porque eles souberam que a escola seria fechada. Portas, janelas e o forro do teto de várias salas de aula foram destruídos. Centenas de livros didáticos foram rasgados.
Fonte: G1
Evandro Lopes.

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