terça-feira, 12 de setembro de 2017

Setembro Dourado conscientiza sobre câncer infantojuvenil

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Com o objetivo de chamar a atenção para a importância do diagnóstico precoce do câncer em crianças e adolescentes, o nono mês do ano ganha cor e significado diferenciados, é o Setembro Dourado. Para intensificar as discussões em torno do tema, a Associação de Apoio aos Portadores de Câncer de Mossoró e Região (AAPCMR) promoverá algumas ações ao longo do mês. As atividades terão início amanhã, 12, às 15h, com palestra, na Unidade Infantil da instituição.
Na ocasião, a onco-hematologista infantojuvenil, Edvis Serafim, abordará a importância do diagnóstico precoce. Em seguida, pessoas que já receberam o diagnóstico de cura e seus familiares relatarão suas experiências aos pacientes em tratamento.
A campanha ganha importância ante estimativas do Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (INCA), que apontam para a ocorrência de 12.600 novos casos de câncer na faixa etária de zero a 19 anos de idade, no Brasil, em 2017.
Ainda de acordo com o Instituto, o câncer é a principal causa de morte por doença em crianças e adolescentes. "Entre 2009 e 2013, a doença foi responsável por cerca de 12% dos óbitos na faixa de 1 a 14 anos, e 8% de 1 a 19 anos. Foram registradas 2.724 mortes por câncer infantojuvenil no Brasil em 2014 (ano mais recente com informações consolidadas)", informa o site do INCA.
Apesar dos índices alarmantes, a doença tem cura e as chances são melhores quando a descoberta é realizada no início. “O índice de cura do câncer em criança, desde que o diagnóstico seja feito precocemente, gira em torno de 70% a 90%”, afirma a onco-hematologista infantojuvenil, Edvis Serafim. “Essas são chances de cura muito boas para as crianças hoje em dia”, acrescenta.
E para que o diagnóstico seja feito precocemente essas crianças têm que ser levadas aos pediatras de urgência, porque os sinais e sintomas são bem parecidos com os de outras doenças”, alerta a médica, destacando a necessidade de que os pacientes tenham acesso ao serviço para que a doença seja esclarecida.
Embora os sinais e sintomas sejam parecidos, a médica adianta alguns pontos que podem servir de sinal vermelho aos pais. “O sinal de alerta para os pais é se sua criança tem algum sinal ou sintoma, como anemia ou alguma febre, se ela está diferente do que é normalmente, ela deve procurar um pediatra, um clínico ou um pronto-socorro para que faça esse diagnóstico diferencial, se realmente é uma virose ou se uma doença oncológica por trás”, acrescenta Edvis Serafim.
A médica explica que as faixas etárias em que o câncer infantojuvenil se manifesta mais comumente são entre os três e cinco anos de idade e, posteriormente, na adolescência. “São os dois picos de câncer e é exatamente quando as crianças não vão ao médico”, afirma.
Já o tipo mais comum da doença na infância é a leucemia. “Leucemia, nessa idade dos três aos cinco anos e na adolescência vem as leucemias também e os tumores ósseos”, esclarece Edvis Serafim.

Tratamento varia de acordo com o tumor
A onco-hematologista infantojuvenil, Edvis Serafim, explica que atualmente existe um leque de possibilidades em relação ao tratamento de crianças e adolescentes oncológicos. “Dependendo do tumor, o tratamento pode ser quimioterápico, pode ser quimioterápico e cirúrgico, poder ser quimioterápico, cirúrgico e radioterápico e poder ser quimioterápico, cirúrgico, radioterápico e transplante”, detalha.
O tratamento visa também o bem-estar do paciente a longo prazo. "Então, hoje tem uma imensa faixa de tratamento para criança e a criança recebe o melhor tratamento para que ela não tenha sequela no futuro. Ela tem que voltar para uma faculdade, ela tem que estudar, ela tem que ser mãe”, diz a médica.

Casos tratados na LMECC
Segundo dados do setor de Recursos Humanos da Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC), em 2016 foram diagnosticados e tratados 17 casos da doença em crianças e adolescentes.
Desse total, 50% são referentes a leucemia e linfoma, 30% a Neoplasia Maligna do Sistema Nervoso Central, 10% tumores hepáticos e 10% tumores de células germinativas.

Índice de Cura dos pacientes diagnosticados e tratados em 2016
Sem evidência da doença (remissão total)
70%
Remissão parcial
10%
Doença em progressão
20%



Assessoria AAPCMR Casa de Apoio.

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