quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

MPT cobra explicações sobre operação de trabalho escravo cancelada

 Por falta de passagens aéreas, Ministério do Trabalho suspendeu viagens de auditores. Ronaldo Fleury afirma que redução do orçamento já reduziu o número de operações em 2017
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O procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, enviou ofício ao Ministério do Trabalho (MTb) pedindo informações detalhadas sobre o cancelamento de uma importante operação de fiscalização de trabalho escravo, que seria realizada na região Norte do país neste mês, por falta de passagens aéreas para os auditores do trabalho e policiais rodoviários federais.
No ofício, Fleury reforça que o corte do orçamento na política de combate ao trabalho escravo em 2017 já resultou em uma "drástica redução do número de operações e trabalhadores resgatados". Dados do Observatório Digital de Trabalho Escravo, do Ministério Público do Trabalho (MPT/OIT), mostram que enquanto em 2016 foram realizadas 106 operações e 658 trabalhadores resgatados, em 2017, os números caíram, respectivamente, para 88 e 341.
Histórico – O ano passado o MPT entrou com Ação Civil Pública contra o Governo Federal para garantir a manutenção das operações de combate ao trabalho escravo, que corriam o risco de ser paralisadas em setembro por falta de recursos. O corte de verbas determinado pelo governo no orçamento do Ministério do Trabalho impedia a realização de novas inspeções pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM).

Assessoria de Comunicação
Procuradoria-Geral do Trabalho
Ministério Público do Trabalho
(61) 3314-8232

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