segunda-feira, 28 de maio de 2018

Rodovias continuam bloqueadas; IFRN cancela aulas em 10 cidades

Em greve há uma semana, caminhoneiros exigem redução do preço do óleo diesel e aumento no valor do frete.

BR-101, em Parnamirim, continua com trecho parcialmente bloqueado (Foto: Clayton Carvalho/Inter TV Cabugi)
BR-101, em Parnamirim, continua com trecho parcialmente bloqueado (Foto: Clayton Carvalho/Inter TV Cabugi)

A Grande Natal começou a semana com a frota de ônibus reduzida por causa da greve dos caminhoneiros, que chegou ao 8º dia seguido nesta segunda (28). Na capital, os postos de combustíveis foram reabastecidos no final de semana, mas em alguns ainda se formaram filas. O abastecimento de gás de cozinha também está comprometido. No IFRN, as aulas foram suspensas em 10 cidades. Nas BRs e rodovias estaduais ainda foram registrados vários pontos com bloqueios parciais.
Os caminhoneiros exigem redução do preço do óleo diesel e aumento no valor do frete. Entidades de caminhoneiros ouvidas pelo G1 dizem que aceitam a proposta feita pelo governo para encerrar a greve. Elas afirmam que estão comunicando os grevistas sobre o fim do movimento.
O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros do Rio Grande do Norte, Thiago Rodan, disse que não pode dar um posicionamento sobre o fim ou a continuidade da paralisação porque eles não estão à frente do movimento, mas afirmou que “através da sondagem que o sindicato fez, as manifestações continuam”.
Segundo ele, o sindicato não está fazendo nenhum tipo de mobilização para bloqueio de rodovias e o movimento é espontâneo dos caminhoneiros. Apesar disso, ele afirmou os caminhoneiros não ficaram satisfeitos com a proposta apresentada pelo presidente Michel Temer neste domingo (27), pois a pauta de reivindicação tinha 14 itens e apenas 3 deles foram apreciados e atendidos.
Veja os principais reflexos da paralisação no estado

Transporte público

Enquanto durar a greve, a frota de ônibus em Natal e região metropolitana permanece reduzida. Na capital, 70% da frota vem saindo às ruas para se evitar um colapso no sistema. Já o transporte público intermunicipal, está rodando com 60% da frota.

Alimentos

Diretor da Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (ASSURN), Geraldo Paiva Junior disse que nas grandes redes há falta de frutas e verduras. Em entrevista à imprensa na manhã desta segunda (28), ele alertou que a situação pode ficar mais complicada a partir da quarta-feira (30).

Aulas


IFRN de Macau é um dos campi com aulas suspensas (Foto: IFRN/Divulgação)
IFRN de Macau é um dos campi com aulas suspensas (Foto: IFRN/Divulgação)

O Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) suspendeu as atividades em 10 campi da instituição no estado, segundo informou a reitoria do órgão nesta segunda-feira (28). "Em virtude das dificuldades criadas pelo desabastecimento de combustíveis, que atinge todo o Brasil como consequência da greve dos caminhoneiros, o IFRN informa que os diretores gerais de cada campus estão avaliando os contextos locais para definirem se há necessidade ou não da suspensão das atividades", disse a instituição. Ao todo, o estado tem 21 campi. Onze continuam funcionando.

Negociações

O governo do estado montou um gabinete de crise e disse que vem fazendo reuniões com as forças de segurança pública e com o Comando da 7ª Brigada de Infantaria do Exército para debater estratégias e avaliar os impactos da paralisação. Até o momento, segundo o governo, a situação está “sob controle”.
Neste domingo (27), o porta-voz do Exército no estado afirmou que as forças federais e estaduais vão atuar para desbloquear as rodovias, conforme determinação do decreto do presidente Michel Temer (MDB). "Missão dada é missão cumprida. E nós vamos cumprir", declarou o coronel Erland Mota. Ele também afirmou que as "negociações" serão o caminho para que a ordem seja cumprida.

Contudo, segundo a PRF, ainda não houve aplicação de multas nem foi registrada nenhuma prisão relacionada aos protestos no estado.

Rodovias federais


Na BR-226, em Santa Cruz, caminhões continuam enfileirados às margens da rodovia (Foto: Édipo Natan)
Na BR-226, em Santa Cruz, caminhões continuam enfileirados às margens da rodovia (Foto: Édipo Natan)

BR-101
  • Parnamirim (km 105) - Com bloqueio parcial. Fica em frente ao Parque de Exposições Aristófanes Fernandes. É o maior ponto de interdição do estado. E foi o primeiro a ser formado, ainda na segunda (21). Apenas veículos pequenos estão passando.
  • São José de Mipibu (km 125) - Com bloqueio parcial.
  • Touros (Km 06) - Com bloqueio parcial.
BR-110
  • Areia Branca (Km 35) - Com bloqueio parcial.
BR-226
  • Santa Cruz (Km 109) - Com bloqueio parcial.
  • Jucurutu (Km 241) - Com bloqueio parcial.
BR-304
  • Mossoró (Km 33) - Com bloqueio parcial. Desde a terça-feira, dia 22, caminhoneiros bloqueiam esse trecho, que liga Mossoró a Fortaleza, no Ceará. Só carros de passeio, motos e ambulâncias passam.
  • Assu (Km 106) - Com bloqueio parcial.
BR-405
  • Apodi (Kms 72 e 78) - Com bloqueios parciais.
BR-406
  • João Câmara (Km 100) - Com bloqueio parcial.
BR-427

Na BR-427, em Caicó, manifestantes continuam acampados às margens da rodovia (Foto: Sidney Silva)
Na BR-427, em Caicó, manifestantes continuam acampados às margens da rodovia (Foto: Sidney Silva)

  • Caicó (Km 104) - Com bloqueio parcial. Esse trecho liga Caicó a Serra Negra do Norte. Os caminhoneiros estão bloqueando caminhões, mas permitem a passagem de carros menores.

Rodovias estaduais


Na RN-086, em Parelhas, caminhões ocupam as duas marginais da pista, que também tem bloqueio parcial  (Foto: Edivan Matias da Silva)
Na RN-086, em Parelhas, caminhões ocupam as duas marginais da pista, que também tem bloqueio parcial (Foto: Edivan Matias da Silva).
Algumas rodovias estaduais também contam com paralisação. São elas:
  • RN-O16, em Assu.
  • RN-O86, em Parelhas.
  • RN-O15, em Baraúna.
  • RN-O16, em Carnaubais.
G1RN.

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