sábado, 2 de junho de 2018

Governo federal e pesquisadores discutem como mapear ausência de alimentos saudáveis

 Objetivo da Oficina sobre Desertos Alimentares, promovida pela Caisan, é aprimorar políticas públicas de Segurança Alimentar e Nutricional
Diretora do Departamento de Estruturação e Integração dos Sistemas Públicos Agroalimentares do MDS, Patrícia Gentil.
Diretora do Departamento de Estruturação e Integração dos Sistemas Públicos Agroalimentares do MDS, Patrícia Gentil.

Garantir uma alimentação saudável e adequada para toda a população brasileira. A fim de atender essa demanda e construir uma metodologia capaz de mapear os territórios que ainda não têm a oferta e a disponibilidade de produtos como frutas, verduras e hortaliças, o governo federal está promovendo a II Oficina sobre Desertos Alimentares no Brasil, nesta segunda-feira (28), em Brasília. 
Na segunda edição do debate, a Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) – presidida pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) – e pesquisadores da área debateram sobre a classificação dos territórios, dos estabelecimentos que fornecem alimentos e a possibilidade de realizar o levantamento com o objetivo de aprimorar as políticas públicas de Segurança Alimentar e Nutricional. 
Segundo a secretária adjunta de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Lilian Rahal, a discussão é importante para definir o padrão alimentar do povo brasileiro e combater duas situações no país: a insegurança alimentar em alguns municípios e o sobrepeso e a obesidade – cerca de 54% da população brasileira está acima do peso. “Precisamos saber quais são esses vazios de abastecimento de alimentos saudáveis para direcionarmos as nossas políticas já existentes de forma articulada e elaborar novas ações para disponibilizarmos esses produtos.” 
De acordo com a diretora do Departamento de Estruturação e Integração dos Sistemas Públicos Agroalimentares do MDS, Patrícia Gentil, outras ações de segurança alimentar e nutricional dependem desse mapeamento. “Não adianta desenvolvermos processos de educação alimentar e nutricional ou de promoção à alimentação saudável se a população não tem acesso a esses alimentos, seja do ponto de vista financeiro, ou no território”, explicou. 
Durante o encontro, o coordenador de Geografia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cláudio Stenner, apontou que na construção do mapeamento da ausência de alimentos saudáveis é fundamental levar em conta as diversidades do território brasileiro. “Qualquer ação tem um territorialidade, e queremos ajudar a desvendar onde ocorrem esses desertos alimentares, essa geografia, para que sirva de subsídio para as políticas públicas no futuro”, disse. 
Pioneirismo – O representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) no Brasil, Alan Bojanic, ressaltou que o país está dando o primeiro passo na América Latina e no Caribe para promover a discussão de desertos alimentares. “Já fomos requisitados sobre este tema por diversos países da região e estamos aqui para aprender. Essa construção sobre uma metodologia de mapeamento de desertos alimentares é significante para nós, pois certamente iremos compartilhar com os vizinhos.” 

*Por André Luiz Gomes 
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