quarta-feira, 29 de maio de 2019

28 de maio é o Dia Nacional da Redução da Mortalidade materna: apesar de evitável, hemorragia pós-parto ainda é a doença materna que mais mata no mundo

Uma em cada quatro mulheres morre por conta da complicação ao parir
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Definida como a perda exagerada de sangue após o parto, a hemorragia pós-parto (HPP) é responsável por quase um quarto das mortes maternas no mundo e é a principal causa em países de baixa e média renda, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, dados preliminares do DATASUS apontam que, em 2017, 1.654 mulheres morreram por causa de doenças relacionadas à maternidade, sendo a HPP a segunda maior responsável pelos óbitos.
Apesar de ser mais comum nas primeiras 24 horas, quando é chamada de primária ou precoce, a HPP também pode ocorrer após o primeiro dia até seis semanas após o puerpério, definida como secundária ou tardia. As causas do problema são variadas, estando relacionadas principalmente a falha da contração uterina secundária a condições que levam à fadiga do útero, como trabalho de parto prolongado, ou à distensão exagerada do útero por gravidez de gêmeos, por exemplo. A obesidade, a idade materna (menos de 20 ou mais de 40 anos) e distúrbios da coagulação também são fatores de risco para hemorragia pós-parto.
O diagnóstico por profissional treinado é relativamente simples e feito por meio da identificação de um sangramento excessivo de acordo com o exame físico da paciente. “Um dos problemas é a demora na identificação da complicação, já que a perda sanguínea tende a ser subestimada após o parto e, além disso, a demora na instituição de medidas adequadas e oportunas de prevenção e tratamento”, destaca Samira Haddad, médica obstetra, com doutorado em Ciências Médicas pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).
A observação global da mulher permite identificar a complicação precocemente ao identificar outros sinais e sintomas, como aumento da frequência cardíaca, tontura, palidez, confusão, hipotensão, entre outros. “Desta forma, é possível que a equipe de saúde responsável realize uma série de medidas que podem evitar o sangramento na hora do parto”, acrescenta Samira.
Tratamento
Atualmente, a opção de terapia mais conhecida para a hemorragia pós-parto é a aplicação intravenosa de ocitocina sintética, uma versão do hormônio naturalmente produzido por parturientes. Entretanto, o medicamento é sensível e precisa de refrigeração entre 2ºC e 8ºC, limitando assim o transporte e o armazenamento, motivo possivelmente envolvido na ocorrência de mais mortes em áreas mais afastadas dos centros urbanos.
Uma opção inovadora com potencial de salvar a vida de milhares de mulheres é a carbetocina termoestável, que  demonstrou em estudo não ser inferior ao padrão atual de tratamento, sendo, ainda mais resistente a mudanças climáticas e permanecendo eficaz mesmo em altas temperaturas – sua durabilidade é assegurada por pelo menos três anos se armazenada a até 30 °C, e por seis meses a até 40 °C.
 
“É importante que novas opções de tratamento sejam estudadas e disponibilizadas de maneira acessível, principalmente, nos países com maiores índices de mortalidade materna por hemorragia pós-parto, para que os números diminuam e mais vidas sejam salvas”, destaca a especialista.
 
Estudo
 
Publicado no New England Journal of Medicine, o estudo clínico CHAMPION foi realizado com quase 30 mil mulheres em dez países. Conduzido pela OMS com colaboração do Laboratórios Ferring e MSD for Mothers, este é o maior estudo realizado na prevenção da HPP, e concluiu que o novo medicamento não é inferior à ocitocina na prevenção da HPP e tem potencial para ser o medicamento de escolha em países de baixa e média renda, onde é mais difícil manter a refrigeração adequada.
 
Sobre a Ferring Pharmaceuticals
A Ferring Pharmaceuticals é uma empresa biofarmacêutica líder internacional em saúde reprodutiva e materna atuando em mais de 110 países – com 60 sedes próprias, 10 plantas de produção e 12 centros de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em todo o mundo, incluindo Estados Unidos, Europa, Índia, China e América Latina. Com sede na Suíça, a Ferring conta com mais de 6 mil funcionários e identifica, desenvolve e comercializa produtos inovadores nas áreas de Reprodução Humana, Urologia, Gastroenterologia, Endocrinologia e Ortopedia. Hoje, mais de um terço do investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) é direcionado a tratamentos personalizados para mães e bebes da concepção ao nascimento. A companhia atua há 25 anos no Brasil, com sede em São Paulo, e possui mais de 100 colaboradores no país. Para mais informações sobre a Ferring ou seus produtos, visite www.ferring.com.br
 
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