quarta-feira, 12 de junho de 2019

Polícia indicia oito pessoas por mortes em incêndio no CT do Flamengo

Centro de treinamento presidente George Helal, conhecido com Ninho do Urubu, é utilizado pela equipe de futebol do Flamengo. Foto da bandeira destruída depois de um incêndio.
Ricardo Moraes/Reuters/direitos reservados


A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou oito pessoas pelo incêndio que deixou 10 atletas mortos e três feridos nos contêineres usados como alojamento das categorias de base no Centro de Treinamento do Flamengo, mais conhecido como Ninho do Urubu, em fevereiro deste ano. Entre os indiciados estão o ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, engenheiros do clube e da empresa responsável pelos contêineres, um técnico de ar-condicionado e um monitor.
Os oito foram indiciados por homicídio e tentativa de homicídio com dolo eventual, isto é, em que se assume o risco de provocar a morte. O incêndio causou a morte de 10 atletas adolescentes que moravam no alojamento do clube, além de deixar três feridos que tiveram de ser hospitalizados com queimaduras. 
Ao indiciar os suspeitos, a polícia considera que a estrutura do dormitório era incompatível com a destinação, inclusive por irregularidades estruturais e elétricas, apesar de os suspeitos terem conhecimento de que diversos atletas da base residiam no local. O indiciamento cita ainda ausência de reparos nos aparelhos de ar-condicionado instalados no contêiner e o descumprimento da ordem de interdição editada pela prefeitura do Rio de Janeiro, além das múltiplas multas impostas pelo município por esse descumprimento.
Segundo a polícia, o ex-presidente do clube e o monitor, que não estaria presente no contêiner, poderiam e deveriam ter agido para evitar o resultado do incêndio. Já os engenheiros e o técnico de refrigeração "assumiram o risco de produção do previsível resultado".

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Agência Brasil.

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