segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Estudantes de São Gonçalo do Amarante (RN) criam jogo para compartilhar cultura local e serão representantes do Brasil em conferência na Itália

Premiados no Desafio Criativos da Escola 2019, alunos desenvolvem jogo de tabuleiro e ressignificam a história regional para moradores e turistas; pela segunda vez, iniciativa do Rio Grande do Norte é representada na premiação




O monumento "Galo Branco", peça artesanal com 12 metros de altura no centro de São Gonçalo do Amarante (RN), é um importante símbolo do folclore Norte-Rio-Grandense. Apesar de a grande ave chamar a atenção dos alunos do Centro Estadual de Educação Profissional Dr. Ruy Pereira dos Santos, por estar instalada no caminho para a escola, os jovens desconheciam sua origem. Com o apoio dos professores, o grupo visitou o Mercado Municipal de Artesanato da cidade para descobrir o significado da escultura. Nascia ali o projeto "Missão Galo" de resgate e valorização da cultura potiguar, um dos premiados na 5ª Edição da premiação Desafio Criativos da Escola, de 2019, iniciativa do Instituto Alana.
Durante a visita, os estudantes descobriram a origem das quartinhas (jarrinhas de barro) em formato de galo, usadas para armazenamento de água. Depois, souberam que uma artesã local, conhecida como Dona Neném, deu seu toque especial ao objeto ao decorá-lo com as rosinhas. Ao entenderem que o galinho, mais do que um item de decoração, era um objeto folclórico e cultural, os alunos sentiram que era preciso multiplicar esse conhecimento com a comunidade e com os turistas. Formaram, então, o "grupo do Galo", que deu origem ao jogo lúdico "Missão Galo", um tabuleiro que recria o mapa da cidade e seus pontos turísticos e conta a história da ave, e também resultou na produção de um curta-metragem que narra a história de São Gonçalo do Amarante.
Todo esse conhecimento adquirido por meio de pesquisas para a construção do jogo fez com que os alunos se apoderassem sobre sua própria cultura, ampliando a sensação de pertencimento e reconhecimento de suas identidades. Atualmente, os estudantes apresentaram uma nova versão digital do jogo à Secretaria Municipal de Educação, que pretende fazer dele uma ferramenta pedagógica em todas as escolas da rede pública da cidade. Enquanto isso, o grupo continua visitando outras instituições de ensino para semear, além das curiosidades, o sentimento de pertencimento de suas origens para outras crianças e jovens.

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